terça-feira, 15 de março de 2011

Jornal do Gordo #5


Todos do mundo inteiro sabem o desastre que aconteceu no Japão, mas a pior parte ainda estar por vir...


Depois de explosões no reator número 1 e número 3, no sábado e segunda, hoje, terça-feira, o segundo reator explodio...


O operador da usina Tokyo Eletric Power Co, (TEPCO), disse que eles acreditam que a explosão de segunda-feira no reator número 3 causou a explosão de hoje no reator número 2, com o problema tendo sido originalmente causado pelo sistema de resfriamento  – segundo informações, as barras de combustível foram expostas por pouco mais de duas horas no total. O telhado e paredes do prédio cobrindo os reatores foram danificados devido às explosões, permitindo que o hidrogênio escapasse.

 
O Quão sério é o problema?
Apesar de ser possível que a situação fique bem caótica se um dos reatores abrir de vez — um colapso total liberaria quantidades significativas de vários elementos radioativos, como o iodo-131, que se espalha rapidamente pelo ar e pela água e tem grandes chances de gerar defeitos congênitos, câncer de tireóide e outros problemas — especialistas em saúde estão, de forma cautelosa, otimistas. No fim de semana, os níveis de radiação na sala de controle da usina estavam mil vezes acima do que o normal, mas apenas oito vezes do normal em áreas ao redor do local. De acordo com Ron Chesser, diretor do Centro de Estudos de Radiação Ambiental na Texas Tech University, ambos os níveis são tecnicamente seguros para humanos, que absorvem uma média de 360 milirem de radiação por ano vindos de raios cósmicos e fontes criadas pelo próprio homem. Mesmo assim, três elementos em especial — iodo-131, estrôncio-90 e césio-137 — são preocupantes por imitarem substâncias naturais encontradas no corpo humano.


Hoje, o Japão elevou o alerta nuclear da área de Fukushima Daiichi para 5 dentro da Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos. Isso significa que Daiichi agora está classificado como “acidente com consequências maiores”. A escala tem 7 níveis — o mais alto atingido apenas por Chernobyl. Em 1979, um acidente em Harrisburg, nos EUA, também atingiu a escala 5 após uma sequência de erros de operação e da liberação de conteúdo radioativo na cidade.

Fonte: Gizmodo


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